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domingo, 3 de maio de 2020

A Verdadeira História dos Samurais:

Os samurais eram como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 a 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Suas principais características eram a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a katana (Espada).
Os Samurais existiram por quase 8 séculos (século VIII ao XV), ocupando o mais alto status social porquanto existiu o governo militar nipônico denominado Shogunato. Pessoas treinadas desde pequenos para seguir o Bushido, o caminho do guerreiro.
samurai era uma pessoa muito orgulhosa, tanto que se seu nome fosse desonrado ele executaria o seppuku (Suicídio), pois em seu código de ética era preferível morrer com honra a viver sem a mesma.

Seppuku, suicídio honrado de um samurai em que ele usa uma tanto (faca) e com ela enfiava no estômago e a puxava para cima. Uma morte dolorosa e orgulhosa.
Inicialmente, os samurais eram apenas coletores de impostos e servidores civis do império. Era preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos camponeses.
Posteriormente, por volta do século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou uma série de novas funções, como a militar. Nessa época, qualquer cidadão podia tornar-se um samurai, bastando para isso adestrar-se no Kobudo (artes marciais samurais), manter uma reputação e ser habilidoso o suficiente para ser contratado por um senhor feudal. Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurais passou a ser uma casta. Assim, o título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho.
O samurai mais famoso de todos os tempos foi Miyamoto Musashi, um guerreiro que veio do campo, participou da batalha de Sekigahara e iniciou um longo caminho de aperfeiçoamento. Ele derrotou os Yoshioka em Edo (Atual Tokyo) e venceu o grande Sasaki Kojiro, outro grande samurai.

Pelo fim da era Tokugawa, os samurais eram burocratas aristocráticos ao serviço dos daimyo, com as suas espadas servindo para fins cerimoniais. Com as reformas da era Meiji, no final do século XIX, a classe dos samurais foi abolida e foi estabelecido um exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código samurai, chamado bushido, ainda sobrevive, no entanto, na atual sociedade japonesa, tal como muitos outros aspectos do seu modo de vida.
Os Samurais, como classe social, deixaram de existir em 1868, com a restauração Meiji, quando o imperador retomou o poder do país.
Seu legado continua até nossos dias, influenciando não apenas a sociedade japonesa, mas também o ocidente.

O nome "samurai" significa, em japonês, "aquele que serve". Portanto, sua maior função era servir, com total lealdade e empenho, o Imperador. Em troca disso recebiam privilégios terras e/ou pagamentos, que geralmente eram efetuados em arroz, numa medida denominada koku (200 litros). Um termo mais apropriado para Samurai é bushi (武士) (significando literalmente "guerreiro ou homem de armas") que era usado durante o período Edo. No entanto, o termo "Samurai" refere-se normalmente à nobreza guerreira. Um samurai sem ligações a um clan ou daimyō era chamado de ronin (literalmente "homem-onda"). Rōnin são também samurais que largaram a sua honra ou aqueles que não cumpriram com o seppuku, de modo a repor a honra do seu clã ou família. Samurais ao serviço do han eram chamados de hanshi. Era esperado dos Samurais que eles não fossem pessosa cultas. Durante a era Tokugawa (também chamada de período Edo), eles perderam gradualmente a sua função militar. Entretanto, o que mais difere o samurai de quaisquer outros guerreiros da antiguidade é o seu modo de encarar a vida e seu peculiar código de honra e éticaApós tornar-se um bushi (guerreiro samurai), o cidadão e sua família ganhavam o privilégio do sobrenome. Além disso, os samurais tinham o direito (e o dever) de carregar consigo um par de espadas à cintura, denominado "daishô": um verdadeiro símbolo samurai. 


Era composto por uma espada curta (wakizashi), cuja lâmina tinha aproximadamente 40 cm, e uma grande (katana), com lâmina de 60 cm. Todos os samurais dominavam o manejo do arco e flechas. Alguns usavam também bastõeslanças e outras armas.Eram chamados de ronin os samurais desempregados: aqueles que ainda não tinham um daimyo para servir ou quando o senhor dos mesmos morria ou era destituído do cargo.Os samurais obedeciam a um código de honra não-escrito denominado bushidô (caminho do guerreiro). Segundo esse código, os samurais não poderiam demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação. Para os samurais a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Por causa disso, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida. morte, para o samurai, era um meio de perpetuar a sua existência. Tal filosofia aumentava a eficiência e a não-hesitação em campos de batalha, o que veio a tornar os samurais, segundo alguns estudiosos, o mais letal de todos os guerreiros da antiguidade. Talvez o que mais fascine os ocidentais no estudo desses lendários guerreiros é a determinação que eles tinham em freqüentemente escolher a própria morte ao invés do fracasso. A morte, nos campos de batalha, quase sempre era acompanhada de decapitação. A cabeça do derrotado era como um troféu, uma prova de que ele realmente fora vencido. Por causa disso, alguns samurais perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra, para que isso agradasse o eventual vencedor. Samurais que matavam grandes generais eram recompensados pelos seus daimyo, que lhe davam terras e mais privilégios.


Ao tomar conhecimento desses fatos, os ocidentais geralmente avaliam os samurais apenas como guerreiros rudes e de hábitos grosseiros, o que não é verdade. Os samurais destacaram-se também pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam a mente e as mãos do samurai.
O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurais descobriram o Zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia.
Os samurais eram guerreiros que davam muita importância ao seu clan (família) por isso se algum membro da família do samurai morresse por assassinato ele teria que matar o assassino para assim reconquistar sua honra.
"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória, sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas..." - A Arte da GuerraSun Tzu -> Sun Tzu erá chines, e não tem qualquer relação com os samurais.
"Para ser considerado guerreiro, é preciso aprender a aceitar a própria morte de forma corajosa e natural." - O Livro dos Cinco AnéisMiyamoto Musashi

Artes marciais dos Samurais:

Se numa classe guerreira qualquer há preocupação com o treinamento militar, imagine para os samurais! Através das artes marciais, era fortalecida tanto a sua técnica quanto o seu espírito. Mais do que acertar um alvo com sua flecha ou cortar algo com sua espada, um samurai sempre visava refinar seu espírito, com a autodisciplina e o autocontrole, para assim estar sempre preparado para as situações mais adversas possíveis.

Tal preocupação com o espírito que ajudou as artes Samurai a se salvar de sua extinção na Restauração Meiji (época em que os samurais viraram burocratas a serviço do governo). O Kobudo, como são conhecidos os estilos de combate criados pelos samurais ainda é praticado até nossos dias. O Kobudo envolve uma grande gama de armas diferente e técnicas, como o Kenjutsu (arte de combater com espadas), Iaijutsu (arte de desembainhar a espada em combate)], Naginatajutsu (luta com alabarda), Sojutsu ou Yarijutsu (arte da lança), Jojutsu e Bojutsu (arte do bastão) e Jiujitsu (arte suave).
A maioria destas artes tiveram versões modernizadas (Gendai Budo) no século XX, como o Kendo, Iaido, Jodo e Judo por exemplo. Tanto o Kobudo como o Gendai Budo são praticados hoje em dia, muitas vezes se complementando.

Armadura:


Uma armadura típica dos samurais era composta por diversos detalhes importantes, sofrendo mudanças de acordo com o período histórico, o clã e a classe do samurai. As usadas para batalhas a cavalos, chegavam a pesar até quarenta quilos.
  • Suneate: Duas lâminas verticais presas na canela por juntas ou correntes.
  • Haidate: Protetor de coxas, com a parte inferior sobreposta de lâminas de metal ou couro.
  • Yugate: Luvas feitas de couro.
  • Kotê: São as mangas que protegiam os antebraços e punhos, poderiam ser feitas de diversos materiais, como tecido, couro ou lâminas de metal.
  • Dô: Protetor para o abdômen.
  • Kusazuri: Um tipo de saia feita de lâminas de metal presas a um cinto de couro e amarradas no , servia para proteger o quadril e as coxas.
  • Uwa-obi: Cinto feito de linho e algodão que amarrava o .
  • Sode: Protetor de ombros feito de lâminas de metal.
  • Hoate: Máscara que variavam muito de modelo, conforme o período.
  • Kabuto: Capacete, que também variavam muito de modelo, conforme o período. Simbolizavam o poder e status do samurai.
  • Horo: Capa, feita de seda utilizada como aparador de flechas, também levava consigo o desenho do clã o qual o samurai participava.

O Samurai na sociedade japonesa:

Os samurais eram treinados militarmente desde a infância, e formavam uma casta respeitadíssima e hereditária. Moldados no treinamento e educação espartanos, sua conduta era rígida e baseada num código restrito chamado Bushido (o caminho guerreiro), que enfatizava as qualidades de lealdade, bravura e resistência. Quando derrotados ou desonrados, praticavam o Seppuku, o suicídio sagrado e ritualístico, em que o guerreiro abria o próprio ventre com uma faca.
A Sociedade Japonesa, durante o período do xogunato, abaixo dos nobres, dos senhores feudais e dos grandes líderes militares, dividia-se em 4 classes principais: samurais, lavradores, artesãos e mercadores. Os samurais, a classe dos guerreiros, que compreendia cerca de 3 a 8 por cento do total da população, destacava-se como casta por poder portar armas legalmente, as quais eram proibidas ás outras pessoas; a eles, samurais, quais cabiam a responsabilidade de manter a ordem.
Os samurais tinham privilégios, como o livre direito de ação; diante deles, em certas ocasiões, as pessoas das classes mais baixas deviam lhes reverenciar, como ato de respeito. Por lei, um direito chamado kirisute gomen dava a um samurai o poder de eliminar com sua espada qualquer um das castas mais baixas que não o respeitasse. Os samurais, como casta, terminaram com a extinção do feudalismo.
Sem ter a quem servir, entraram na luta contra o império, numa série de revoltas iniciadas em 1870, que foram abafadas pelo exército imperial. Os sobreviventes das revoltas, homens com séculos de orgulho, honra e cultura guerreira, se degradaram e terminaram seus dias com bandoleiros ou mendigos.














Fonte: wikipedia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O VALOR DA LEALDADE


“Lealdade – Qualidade, ação ou procedimento de quem é leal”. “Leal – do latin legale, cuja raiz é lex, ou seja, lei. Sincero, franco e honesto. Fiel aos seus compromissos”.
Na cultura marcial oriental o termo lealdade é empregado com frequência na literatura, dojos e demais ambientes coletivos de aprendizado.
Na antiguidade o “MESTRE” escolhia um discípulo dentre seus ensinandos, e fazia dele sua imagem. Esse aluno seria o aprendiz de toda uma vida, e perpetuaria seus ensinamentos para seus descendentes diretos e discípulos futuros.
Nesta época a relação que mantinha o vínculo entre APRENDIZ e EDUCADOR era a lealdade que, conforme está descrito no primeiro parágrafo deste texto, é o sentimento mais nobre que pode haver entre duas pessoas.
Lealdade pode ser definida como um comportamento irracional embasada na gratidão dentre as partes. Mesmo sendo uma característica humana, até os animais são leais aos seus donos, uma vez que sabem que esses tiveram um importante papel na manutenção de sua sobrevivência.
Nos dias de hoje este valor parece que perdeu a importância. Todos justificam que o “profissionalismo” é mais importante do que a relação moral entre a criação e o criador.
Por vezes podemos nos deixar influenciar pelos argumentos financeiros que, em nosso mundo capitalista, tem grande relevância. Por outro lado, é através do “sifrão” é que se conhece o valor das pessoas.
Tem indivíduos que vendem a sua honra pelo valor certo (ou errado). Que abrem mão daquilo que acreditam por entenderem que a “carteira cheia” é mais importante do que a história vivida junto aqueles que dedicaram uma vida em prol da sua formação.
No MMA moderno, não vemos mais a figura do “MESTRE” e aluno. Tudo virou uma relação meramente comercial e isso não é algo pejorativo, mas certamente é algo momentâneo, pois o atleta só tem o seu valor enquanto estiver vencendo... Enquanto o discípulo é algo mantido para a vida toda.
Infelizmente existem atletas que esquecem suas raízes e de tudo o que outros tiveram que fazer e passar para que os mesmos se tornassem realidade. A ausência da gratidão nestas realações é algo notável, e o tempo certamente irá ensinar ao lutador a gravidade de suas ações impulsivas.
O fato é que, hoje o mercado está cheio de oportunistas que esperam lutadores “prontos” e os convencem com “promessas” e pequenos agrados.Pegam o prédio pronto, pintam e assinam como construtores!
Enquanto eles tiverem valor de mercado, serão paparicados, bajulados, etc... depois descartados como mercadoria.
Lembro-me de minha infância e da história que ví retratada na ficção pelo filme ROCKY 5. Algo que antes era uma relação evidente de mocinho (Rocky) e vilão (Tommy Gun), hoje em nosso esporte se tornou prática padrão.
E de todos, os errados não são os oportunistas, pois estes sempre estiveram e sempre estarão lá.
Por fim digo que, é importante que o atleta varie seus treinamentos e vá buscar conhecimento em todos os lugares onde existam pessoas em condições de ensiná-lo, mas sempre seguindo o direcionamento daquele que de fato se importa com ele, com sua saúde e com sua história.

Fonte: http://forum.portaldovt.com.br/forum/index.php?showtopic=131865
Diogenes Fernandes
Articulista Fighter online 




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terça-feira, 19 de abril de 2011

Kung Fu Shaolin


Shaolin é a mais famosa escola de Quanshu (A Arte das Mãos Livres). Tendo origem nas Dinastias do Norte e do Sul (420-589) e apogeu nas Dinastias Sul (581-618) e Tang (618-907), sofreu numerosas variações em eras subseqüentes.
            Shaolin Kung Fu é assim chamado em virtude de ter sido criado no Monastério Shaolin nas montanhas Song (Songshan), no município de Dengfeng, na Província de Henan. Ao redor destas montanhas existiam muitos lugares de interesse histórico- túmulos antigos, pagodes, placas de pedras com inscrições e templos construídos em diferentes épocas. Dentre as muitas relíquias, o parcialmente preservado Monastério Shaolin é o mais famoso.



            Em 495, um monge indiano chamado Batuo veio à China para pregar o Budismo. Como um devoto seguidor da religião, o Imperador Xiao Wen ordenou a construção do monastério para o monge visitante nas montanhas Song. O monastério foi chamado Shaolin por estar localizado numa floresta (Lin, em chinês) sob o lado sombrio da cadeia de montanhas Shaoshi, que compõe um dos lados de Songshan.
            O Monastério Shaolin teve uma história turbulenta. Foi seriamente afetado por incêndios em três guerras, sendo o primeiro na Dinastia Sul, o segundo na Dinastia Qing (1644-1911) e o terceiro – o mais catastrófico de todos – em 1928, quando o fogo destruiu templos e valiosos documen-tos, que relatavam o estudo do desenvolvimento do Shaolin Kung Fu , por mais de 40 dias.
            As estruturas arquitetônicas que sobreviveram à destruição incluem a Entrada da Frente, o Salão de Convidados, o Pavilhão Bodhidharma, o Salão do Manto Branco, a Câmara dos Mil Budas e a Floresta da Placas de Pedra.
            Não há evidências conclusivas de quem criou o Shaolin Kung Fu, nem quando foi criado. Algumas pessoas dizem que esta arte foi desenvolvida por Bodhidharma, um monge indiano que veio à China 30 anos depois de Batuo.
            Outra fonte diz que a prática de ar-te marcial no Monastério Shaolin iniciou-se antes de Bodhidharma através de dois discípulos de Batuo, Hui Guang e Seng Chou.
            Atualmente, estudiosos e pesquisadores compartilham a idéia de que a origem do Shaolin Kung Fu não deve ser atribuída a uma só pessoa ou a uma simples escola do Monastério Shaolin.
Eles sustentam que o Wushu de Shaolin foi criado e desenvolvido pelos monges do monastério ao longo dos anos, com bases em formas populares antigas.
            Shaolin Kung Fu serviu,  pela pri-meira vez, para propósitos militares na Dinastia Tang, quando o primeiro imperador, Taizong, pediu auxílio ao Monastério Shaolin para combater Wang Shichong,  que queria estabelecer um regime separado em Louyang. Trabalhando em conjunto com as tropas imperiais, os monges-guerreiros Shaolin capturaram Wang vivo. Treze deles foram condecorados por serviços prestados, incluindo o Monge Tan Zong que recebeu o título de General. Além disso, o monastério recebeu 400 um (1=1/ acres) de terra e apoio para o treinamento marcial dos monges. Em seu apogeu, Shaolin possuía um contigente de 5 mil  monges-guerreiros e era conhecido como “O Monastério Nº1 Sob o Céu”. Além dos exércitos Shaolin de mãos livres, os monges também praticavam qigong (exercícios respiratórios), montaria e combate com armas. De fato, eles tornaram-se um destacamento especial do Exército Imperial.


            Na metade da Dinastia Ming (1368-1644), a costa da China sofria freqüentes saques dos japoneses. Em 1522, o Monge Yue Kong liderou um grupo de elite de 40 monges Shaolin na região do rio Songjiang, na Província de Zhejiang, contra os invasores. Usando bastões de ferro como armas, eles combateram com bravura e venceram muitas batalhas antes de patrioticamente perderem suas vidas.
            Com ligação direta com a corte, os monges-guerreiros Shaolin não ficaram isentos de ser utilizados como elemento de repressão. Em 1341, eles atacaram os Turbantes Vermelhos, um exército de camponeses rebeldes. A batalha foi retratada no mural da Câmara do Manto Branco.
            Supõe-se que um monge leve uma vida reclusa, mas os de Shaolin, sendo versados em artes marciais, estavam freqüentemente envolvidos em questões políticas. Mesmo utilizando os monges para seus fins, a classe dominante temia o seu poderio militar. Durante a Dinastia Qing, os monges Shaolin foram proibidos de praticar artes marciais. Em 1723,  quando o monastério estava sendo reformado, a planta da construção, teve que ser submetida a exame pelo imperador, que decretou que os monges passariam a ser supervisionados por um monge superior apontado pela corte.
            Por outro lado, como resultado do patronato imperial, o Shaolin Kung Fu cresceu de maneira sólida em termos de prestígio e popularidade. Numerosos peritos em Wushu foram a Shaolin aprender a arte, enquanto auxiliavam a aperfeiçoá-la.

            Conta-se que, antes de ocupar o trono, o primeiro imperador da Dinastia Song (960-1279) fez um estudo intensivo do Shaolin Kung Fu e, baseado em seus padrões básicos, desenvolveu 36 formas de Changquan (Punho Longo) que, mais tarde, derivou numa escola com seu nome.
            Durante as Dinastias Jin e Yuan (1115-1368), um perito em Shaolin Kung Fu chamado Bai Yufeng, baseado na essência do tradicional Wuqinxi (Jogo dos Cinco Animais), criou o seu próprio “Cinco Exercícios de Mãos Livres”, imitando os movimentos do Dragão, Tigre, Leopardo, Serpente e Garça. Seu contemporâneo Velho Li, que era versado em diferentes escolas de Shaolin Kung Fu, trabalhou para disseminá-lo em vastas áreas das Províncias de Hean, Shannxi e Sichuan. Foi a partir deste momento que o Shaolin Kung Fu saiu dos limites dos círculos budistas e estabeleceu-se como uma escola independente de Wushu. Este fato permitiu que inúmeras variações surgissem, o que possibilitou uma crescente influência sobre outras escolas.

            Dois afrescos na Câmara do Manto Branco do Monastério mostram mon-ges se exercitando. Pintados em 1662, o do muro norte retrata exercícios de combate de Liuhequan e do muro sul ilustra combates armados, ambos destacando claramente movimentos de braços, pernas, olhos e corpo da Escola Shaolin.
            Equilibrando força e graça, ou “rigidez” com “suavidade”, os movimentos de Shaolin Kung Fu são simples e compactos, rápidos e sólidos, e são todos realizados em posturas naturais e flexíveis juntamente com um trabalho de pernas firmes e leves. Os socos são como ondas, com os braços que parecem não estar flexionados nem completamente estendidos. Os olhos estão fixados no adversário, lendo suas intenções. Em combate, o mestre de Shaolin Kung Fu tem aparência impetuosa, mas permanece intensamente calmo.


            Longe de ser uma arte de demonstração, Shaolin Kung Fu possui definidos propósitos práticos. Uma vez que foi desenvolvido para o combate a curta distância, pode se praticado em espaços pequenos.
            Há seis princípios básicos para o Shaolin Kung Fu:
 1. Seja hábil. Os movimentos devem ser variados, não telegrafados e flexíveis.
    2. Seja discreto. Derrote seu oponente utilizando sua própria força, “assim, você poderá derrubar uma pessoa que pesa 100kg, usando uma força que move 0,5kg”.
    3. Seja corajoso. Ataque sem hesitação, toda vez que houver oportunidade.
    4. Seja rápido. O oponente pode ver sua mão, mas não seu soco.
    5. Seja impetuoso Golpeie os pontos vitais.
    6. Seja prático. Todos os movimentos possuem um fim estratégico.

            Concluindo, todas as técnicas devem ser aperfeiçoadas para que se alcance o máximo de eficácia. Naturalmente, isto envolve longos anos de prática, como está evidenciado nas cavidades encontradas no solo de bloco de pedra do Templo dos Mil Budas do Monastério Shaolin. É dito que estas depressões tiveram origem em decorrência dos intensos treinamentos dos monges, ao longo de inúmeras gerações.


fonte: wikipedia

domingo, 17 de abril de 2011

REFLEXÃO SERENA.


-QUER DIZER SE AUTO CONHECER INTERIORMENTE (EU).

1-NÃO DESVINCULAR (AFASTAR) O PENSAMENTO DO  TREINAMENTO (OBJETIVO).

2-MAS SE O PENSAMENTO (MENTE) FOR DESVINCULADO, TENTE RECUPERA-LO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.

3-NÃO INTERROMPER O PENSAMENTO (MENTE) DURANTE UM MOMENTO DE REFLEXÃO.

4-SEMPRE FICAR EM ESTADO DE ANIMO, MEDIANTE A QUALQUER SITUAÇÃO.

5-MEDITAR SEMPRE QUE POSSÍVEL.

6-CRESCER SEMPRE LIGADO (AJUDANDO UM AO OUTRO) AS PESSOAS MAIS PROXIMAS.

7-MEDIANTE A UMA SITUAÇÃO DIFICIL, REFLETIR POR UM INSTANTE ANTES DE AGIR

8-ÁS VEZES DEVEMOS MEDITAR POR UM INSTATE COM OS OLHOS ABERTOS.

9-LER E RELER (OLHAR INTERIORMENTE) SOBRE SUA VIDA O MÁXIMO POSSÍVEL.

10-APLICAR ESSES CONHECIMENTOS NA VIDA DIÁRIA.





PRINCÍPIOS DE UM PRATICANTE DE KUNG-FU JON-WU-DAO


1-FIELDADE=SER FIEL AO SEU MESTRE.

2-FIDELIDADE=TER RESPEITO A SUA FAMÍLIA E AMIGOS.

3-AMOR PRÓPRIO=TER RESPEITO A SI PRÓPRIO.

4-RETIDÃO=TER UMA VIDA CORRETA.

domingo, 26 de setembro de 2010

Princípios de um praticante de artes marciais



1-NÃO HAVER PRECONCEITO ENTRE OS DIFERENTES ESTILOS DE ARTES MARCIAIS E SIM UM RESPEITO, PORQUE  TAMBÉM PODEMOS APRENDER COM ELES.

2- SÓ CONHECEREMOS (APRENDEREMOS) A VERDADEIRA ARTE MARCIAL PRATICANDO

3-TER RESPEITO PELAS OUTRAS PESSOAS.

4-RESPEITAR O SEU MESTRE E NÃO ESQUECER DE AGRADECE-LO, AO RECEBER UM NOVO CONHECIMENTO E EM ESPECIAL RESPEITAR O MESTRE FUNDADOR DO SEU ESTILO.

5-EVITAR DISCUTIR COM OUTRA PESSOA, POR UM SIMPLES FATO.

6-QUANDO O SEU MESTRE OU SUPERIOR ESTIVER FALANDO, ESCUTE-O COM ATENÇÃO.

7-NÃO SE IRRITE COM A PRATICA DAS ARTES MARCIAIS.

8-NUNCA DEIXE O DAO-TSAN, SEM A PERMISSÃO DO SEU SUPERIOR.

O verdadeiro guerreiro luta pela paz e não pela guerra...